Tira Dúvidas Avaliação Psicossocial

8 min. de leituraúltima atualização: 04.01.2026

1. Empresa possui apenas um funcionário, como aplico o questionário?
A Avaliação de Fatores Psicossociais tem como objetivo identificar percepções relacionadas às condições e à organização do trabalho. Por sua natureza, esse tipo de avaliação apresenta resultados mais consistentes quando envolve um grupo de trabalhadores, já que os indicadores são analisados de forma coletiva.

Como boa prática, recomenda-se a aplicação a partir de 3 a 5 trabalhadores, a critério do responsável técnico, para garantir maior confiabilidade dos resultados e a preservação do anonimato.

Em empresas com apenas um trabalhador, ou com um número muito reduzido de participantes, não é possível garantir o anonimato das respostas, o que pode comprometer a qualidade e a segurança das informações coletadas.

Nesses casos, é mais adequado utilizar outros métodos de avaliação, como entrevistas individuais, análise das condições de trabalho e observação das atividades realizadas.

2. Funcionários não possuem e-mail ou WhatsApp, como enviar o questionário?
Uma alternativa que tem se mostrado eficaz na prática, e que alguns clientes já vêm adotando, é a realização de uma campanha interna de engajamento, incentivando a participação dos trabalhadores na Avaliação de Fatores Psicossociais.

O questionário pode ser disponibilizado por diferentes formas de acesso, como:

  • Utilização de computador ou celular disponibilizado pela empresa;
  • Disponibilização de equipamentos em ambiente controlado (ex.: sala específica) para aplicação presencial, com apoio operacional da empresa ou do profissional de SST.

Do ponto de vista de boas práticas, o mais importante é garantir que cada trabalhador responda individualmente ao questionário, sem interferência nas respostas, preservando a confidencialidade e a fidedignidade das informações coletadas.

3. O questionário pode ser aplicado por um profissional?
Em alguns casos pode ser necessário apoio para acesso ao questionário, por exemplo:

  • Dificuldade no uso de tecnologia;
  • Baixa escolaridade;
  • Aplicação presencial em ambiente de trabalho.

Nesse caso, a pessoa que auxilia deve apenas ajudar no acesso ou leitura das perguntas, sem interferir nas respostas do trabalhador.

4. Consigo enviar o link do questionário em massa?
A Avaliação de Fatores Psicossociais do sistema utiliza links individuais de acesso.

A forma mais prática é utilizar o envio de e-mail pelo próprio sistema, que permite o disparo em massa para os trabalhadores que possuem e-mail cadastrado no menu de pessoas.

Além disso, é possível realizar a exportação dos links em .csv ou .xlsx. Nesse caso, o arquivo já contém os links individuais de acesso, que podem ser repassados ao responsável pela aplicação para distribuição aos trabalhadores, conforme a estratégia adotada pela empresa.

5. O envio do formulário por e-mail consome do meu pacote mensal?
Quando o convite para participação é enviado automaticamente pelo sistema por e-mail, ele utiliza o serviço de envio configurado na licença do sistema, consumindo o limite disponível.


6. Funcionário é analfabeto ou possui baixa visão. Como ele responde?
Nesses casos, o questionário pode ser respondido com apoio de leitura ou recursos de acessibilidade, como:

• Leitura das perguntas por um facilitador;

• Utilização de recursos de acessibilidade da própria ferramenta (como a função de áudio);

• Aplicação assistida.

O apoio deve ocorrer apenas para viabilizar o acesso ao questionário, garantindo que as respostas representem a percepção do trabalhador, sem interferência externa.

7. Consigo integrar o relatório de forma automática ao PGR?
Os resultados da Avaliação de Fatores Psicossociais podem servir como fonte de informação para identificação e avaliação de fatores de risco psicossocial relacionados ao trabalho.

Essas informações podem dar apoio ao inventário de riscos e o plano de ação do PGR, conforme o processo de gerenciamento de riscos ocupacionais previsto na NR-1, mas a decisão de incluir ou não no PGR sempre ficará a cargo do responsável técnico.

8. Posso copiar os riscos e informações direto do relatório e colar no meu PGR?
O relatório pode servir como referência para análise técnica, porém a definição final dos riscos e das medidas preventivas deve ser realizada pelo profissional responsável pela gestão de SST da empresa.

Isso garante que o PGR reflita corretamente a realidade das atividades e das condições de trabalho.

Após analisar os riscos sugeridos no relatório de fatores psicossociais, é possível sim vincular dentro de mapamento > cargos para compor o PGR.

9. Quais são os tipos de relatório, e qual relatório posso enviar para a empresa ou funcionários?
Relatório de Gestão: Destinado à gestão de SST da empresa. Ele apresenta os principais resultados da avaliação psicossocial, destacando possíveis riscos identificados e servindo como apoio para a elaboração ou atualização do PGR, além de auxiliar na definição de planos de ação para melhoria do ambiente de trabalho.

Relatório Global: Apresenta os resultados consolidados da avaliação psicossocial. Ele é o mais indicado para ser compartilhado com os participantes, promovendo transparência sobre os resultados obtidos e as percepções gerais dos colaboradores.

Relatório de Comportamentos Ofensivos: Reúne exclusivamente respostas relacionadas a dimensão Comportamentos Ofensivos. Por envolver informações sensíveis, pode exigir atenção especial na análise. Este relatório só é gerado caso algum colaborador responda às questões dessa dimensão. Caso não haja respostas relacionadas a comportamentos ofensivos, o relatório não será disponibilizado.

O mais recomendado é compartilhar o relatório global. Esse relatório apresenta:

  • Indicadores gerais;
  • Possíveis recomendações de melhoria.


10. A ferramenta possui custo?
Não. A Avaliação de Fatores Psicossociais já está disponível no sistema, sem custo adicional para utilização.

Apenas é importante considerar que o envio de e-mails e o vínculo de trabalhadores seguem as condições do plano contratado.

Na prática, a funcionalidade pode ser utilizada normalmente dentro da estrutura já ativa no sistema e do plano contratado.


11. Por que é solicitado o CPF do funcionário no início do questionário?
O CPF é utilizado apenas para validar o acesso ao questionário, garantindo que cada trabalhador responda uma única vez e acesse seu link exclusivo de participação.

Essa informação não é exibida nos resultados da avaliação, que são apresentados apenas de forma consolidada.


12. Por que existe um link para cada funcionário e não um único link para toda a empresa?
Nós optamos por um link único para cada funcionário como uma decisão estratégica.

O uso de links individuais permite:

  • Garantir que cada trabalhador responda apenas uma vez;
  • Evitar respostas duplicadas;
  • Assegurar que cada acesso seja feito por meio de um link único e seguro.

Cada link é gerado de forma individual, com um identificador exclusivo, o que permite o controle de acesso sem exposição das respostas.

Nos relatórios, os resultados são apresentados apenas de forma consolidada (ex.: médias ou percentuais da empresa, do cargo/ambiente), preservando a confidencialidade dos participantes.

Por esse motivo, o uso de um único link para toda a empresa não é recomendado, pois poderia comprometer o controle individual de participação e a confiabilidade dos resultados.

13. Quando realizar a Avaliação de Fatores Psicossociais? Antes da validade do PGR?
A Avaliação de Fatores Psicossociais pode ser realizada conforme a necessidade da empresa.

Como boa prática, recomenda-se sua aplicação antes da elaboração ou revisão do PGR, pois ela pode servir como fonte de informação para identificação de perigos e avaliação de riscos psicossociais.

De acordo com o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) da NR-1, a gestão de riscos envolve etapas como identificação de perigos, avaliação de riscos e definição de medidas de prevenção, podendo utilizar diferentes fontes de informação, incluindo percepções dos trabalhadores.

Além disso, a avaliação também pode ser aplicada:

  • Em revisões periódicas do PGR;
  • Quando houver mudanças na organização do trabalho (ex.: novos cargos ou processos);
  • Como forma de acompanhamento contínuo das condições psicossociais.


14. Essas descrições de riscos psicossociais foram baseadas no que?
As descrições dos possíveis riscos foram estruturadas a partir de referências técnicas como a ISO 45003 e das dimensões do COPSOQ, com adaptações de nomenclatura para melhor aderência ao contexto das empresas e à lógica de gerenciamento de riscos do GRO previsto na NR-1.

15. Por que o ESO optou pela versão curta do COPSOQ II e não pelas versões média ou longa?
A versão curta do COPSOQ II foi escolhida porque é a única que possui adaptação transcultural e validação psicométrica específica para aplicação na população brasileira, com publicação científica nacional demonstrando sua confiabilidade para avaliação das condições psicossociais no trabalho.

As versões média e longa possuem utilização internacional e aparecem em estudos acadêmicos, porém não contam com validação brasileira equivalente à versão curta. Por esse motivo, a versão curta representa a alternativa metodologicamente mais segura para aplicação estruturada no contexto organizacional.

Além disso, ela mantém os principais domínios de avaliação do instrumento original e permite identificar fatores psicossociais relevantes com menor tempo de aplicação, o que favorece a participação dos trabalhadores e a qualidade das respostas.

16. Por que o ESO não disponibiliza um QR Code único para todos os funcionários?
A Avaliação de Fatores Psicossociais utiliza links individuais de acesso, gerados de forma exclusiva para cada trabalhador. Esse modelo permite:

  • Garantir que cada trabalhador responda apenas uma vez;
  • Controlar a participação de forma segura;
  • Preservar a confidencialidade dos resultados apresentados nos relatórios.

Por esse motivo, o uso de um QR Code único para toda a empresa não é recomendado, pois poderia comprometer o controle individual de participação e a confiabilidade dos resultados.

Em aplicações com link único compartilhado, não é possível garantir que cada resposta corresponda a um trabalhador distinto. Em cenários práticos de consultoria, já observamos situações em que esse tipo de formato permite respostas repetidas, inclusive de forma intencional, o que pode comprometer a confiabilidade da análise dos fatores psicossociais.

Por esse motivo, o uso de links individuais é considerado uma boa prática nesse tipo de avaliação. Caso necessário, esses links podem ser compartilhados com os trabalhadores por envio de e-mail em massa pelo sistema ou disponibilizados em dispositivos da empresa para acesso presencial.






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